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Debian, Vim (Editor de Texto)

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Tutorial Debian, Vim (Editor de Texto)

Mensagem por hugo em 12/4/2010, 10:55

Relembrando a primeira mensagem :

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O Vim é um editor de textos baseado no Vi com suporte a diversos formatos de texto e com ferramentas extensas de consulta, edição e formatação de textos. Além disso também oferece ferramentas de configuração de uso. Não somente sua licença é compatível com a GPL como também contribui socialmente, repassando o suporte financeiro voluntário que recebe para um programa social da Uganda! Ele é um editor de texto livre (e até libertário), atual e poderoso!


Creditos:
cdtc

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"A tristeza é a falta de alegria, mais sem ela eu não poderia entender a alegria do fato de que a felicidade existe!"
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Tutorial Vim, Editar o texto

Mensagem por hugo em 25/4/2010, 22:42

Apagar o texto
Vamos iniciar nossos estudos sobre a edição propriamente dita. Até agora aprendemos os diversos recursos necessários para que possamos consultar e percorrer arquivos de texto com o Vim. Aprendemos o funcionamento da sintaxe de comandos em modo Normal e vários comandos de movimentação de tela e de cursor, além de como fazer buscas no texto por quaisquer padrões de strings.

Esta segunda seção do curso, que diz respeito à edição, é significativamente mais simples e breve. Isto acontece porque os comandos de edição são em princípio baseados nos comandos de movimentação do cursor. Em outras palavras, estes comandos são a base para a construção de todos os comandos de edição, pois a movimentação do cursor é, nos comandos que agora veremos, o que indicará os parâmetros objeto e valor numérico. Na verdade nas ações de movimento de cursor o verbo do comando é indicado em geral com os direcionais. Os comandos que agora aprenderemos simplesmente vão atrelar à ação de movimentar o cursor um outro verbo, o de apagar, copiar e colar. É claro que podemos também construir comandos de edição simples que possam presumir objetos e valores padrões, e vale lembrar que estamos sempre falando (a não ser se explicitado) de comandos em modo Normal. Estes comandos que se aliam aos de movimentação de cursor são comandos pendentes, ou seja, que esperam parâmetros. Vamos à prática.

O comando básico de remoção é o ' x ', que equivale a apertar a tecla <Delete>. No entanto, <Delete> não reconhece parâmetros senão o padrão. Logo se digitado apagará um caractere. A deleção por ' x ', apesar de aceitar parâmetros, é um comando de execução imediata, e não pendente. Logo o único parâmetro que podemos passar a ele é o numérico. Tentem digitar ' 2 x ' e verão dois caracteres serem removidos. O ' x ' é designado a apagar caracteres, e seu objeto não é negociável por não ser um verbo pendente.

Ação: digite ( n) x para apagar ( n) caractere( s);

O outro popular comando de remoção do Vim é ' d '. Este sim é um comando pendente. Vejamos o que podemos fazer com ele.

Lembre dos comandos de movimentação de cursor. Se digitamos ' 2w ' movimentamos o cursor por duas palavras. Experimente agora digitar o comando ' 2wd ': verão duas palavras sendo deletadas! Tente também comandos mais ousados como ' \$ d ' e ' gg G d ' e notarão que o comando ' d ' reconhece todo tipo de comandos de cursor. Repare que caso digitemos simplismente ' d ' nada acontecerá a princípio. Isto acontece justamente por ele ser um comando pendente, e assim não será executado até que passemos algum parâmetro, nem que este seja apontar em algum sentido com os direcionais. Neste caso ele apagará o objeto padrão que se aponta com os direcionais, ou seja, caractere se apontarmos para os lados e linha se o fizermos verticalmente.

Como antes dito, comandos pendentes em geral têm algum comportamento padrão que reage a sua repetição, que no caso, é ' dd '. Apertar ' dd ' apaga a linha sobre a qual está atualmente o cursor - que funciona como ' D ' maiúsculo -, o que é diferente, teste isto, de digitar ' d ' seguido de um direcional vertical, pois estes apagam duas linhas, a atual e a seguinte apontada pelo direcional.

Ação: digite um comando de cursor para designar objeto, acompanhado de um valor numérico, se quiser, seguido de d para apagar o objeto designado;

Ação: digite dd ou D para apagar a linha sob a qual o cursor está atualmente.

Existem também aqueles comandos operacionais de transição de modo Normal para o modo de inserção, que também desempenham a função de remoção. Lembrem dos ' s ' e ' S ' e dos ' c ' e ' C '.



Copiar o texto

Existe um comando principal de cópia de texto no Vim. Ele é, e precisa ser, um comando pendente, caso contrário não seria capaz de satisfazer todas as condições de um comando verdadeiramente versátil do Vim.

O comando é ' y ', que vem de yank. Como o comando pendente ' d ', podemos informá-lo de valores e objetos particulares que satisfazem nossas necessidades. O comando de cursor, como com ' d ', deve vir antes do verbo principal, pois como aprendemos a ordem sintática do comando é n o v, ou seja, número, objeto e verbo. As mesmas possibilidades de designação de objetos valem para este comando, ou seja, todos os movimentos de cursor são potenciais objetos dos verbos de edição.

Já o comando duplicado ' yy ', como a maiúscula ' Y ', de forma semelhante ao ' dd ', copia para o buffer padrão toda a linha atual.

Ação: digite y acompanhado de um movimento de cursor para copiar o objeto designado com o comado de cursor para o buffer padrão.

Curiosa e inteligentemente, no Vim vários outros comandos que não o ' y ' também podem ser utilizados com a finalidade secundária de copiar um trecho de texto. Na verdade, esses outros comandos são todos aqueles de remoção ensinados (exceto a tecla <Delete>). Ou seja, quando deletamos um objeto qualquer de texto, estamos sempre também o copiando para o buffer padrão, logo tanto o comando ' x ' quanto o ' d ' e os outros de mudança de modo que realizam deleção também copiam os trechos de texto removidos. Em certo sentido, existem vários comandos de cópia de texto, dentre os quais ' y' é o único que preserva o texto como está, ou seja, sem removê-lo.


Ora, mas como poderei copiar uma string e colá-la posteriormente se estou
realizando diversas remoções? Para isso podemos reservar buffers que não sejam o
padrão. Para tanto devemos nomeá-los. Os nomes possíveis são os seguintes: a-z
A-Z 0-9 . \% \# : - "

Para atribuí-lo, devemos precedê-lo de uma aspas ( " ) : ' "s ' - neste caso por exemplo, estamos apontando para um buffer chamado ' s ', mas ainda não fizemos nada. Para copiar um conteúdo para um buffer chamado ' b ', por exemplo, escrevemos ' "b yy ', e copiamos a linha atual para ' b '. O último trecho de texto copiado é sempre associado também ao buffer padrão, mas se o atribuímos a um buffer nomeado podemos sobreescrever à vontade o padrão, que quando digitarmos ' "b p ', no nosso exemplo, o mesmo conteúdo antes armazenado será transcrito. Por fim, para conferir os buffers atualmente nomeados digitamos ' :reg ', de registers.


Ação: digite "cy mais o objeto de texto para o copiar para um buffer com o nome do c dado;

Ação: digite :reg ou :di para ver os buffers atualmente nomeados.




Colar o texto

Para colar o trecho de texto copiado para o buffer padrão existe o comando ' p ', que vem de put. Este comando não é pendente e por isso só aceita mais um parâmetro, o de quantidade. Podemos colar n vezes o conteúdo do buffer carregado. Como outra alternativa podemos preferir colar o texto antes da posição do cursor, para isso colamos com ' P '. Caso queiram sofisticar o comando, experimentem digitar ' gp ' ou ' gP ', e o cursor terminará sempre ao final do texto colado.

Ação: digite ( n) p para colar o conteúdo do buffer n vezes após o cursor;

Ação: digite ( n) P para colar o conteúdo do buffer n vezes antes do cursor;

Ação: digite ( n) g p ou P para colar o conteúdo do buffer n vezes e posicionar o cursor após o texto colado.

Como explicado, podemos definir buffers diferentes do padrão digitando aspas e o nome do buffer, que é um caractere, seguido do comando de cópia de texto. Para colá-lo, a estrutura do comando é a mesma: ' "c y ' para copiar e ' "c p ' para colar.

Ação: digite "c p para colar o texto armazenado no buffer de nome c.





Fazer e desfazer comandos

Outro recurso de edição é o comando equivalente ao ' <Ctrl>+z '. O comando de desfazer (undo) no Vim, não somente é baseado em um histórico cujo tamanho pode ser definido, ou seja, potencialmente interminável, como também o Vim permite que refaçamos os comandos desfeitos. O Vim, quando se trata de voltar e avançar comandos, por compreender o arquivo segundo seu histórico, é também versátil por permitir voltar e avançar números designáveis de ações.


O comando de desfazer é ' u '. Alternativamente, podemos desfazer todas as ações feitas na linha corrente com ' U '. O comando de refazer comandos, por sua vez, é ' <Ctrl>+R ', de redo. Tanto este quanto ' u ' são capazes de receber um parâmetro numérico, mas naturalmente não esperam por ele, sendo o padrão 1.

Ação: digite ( n) u para desfazer a(s) ( n) última(s) ação(ões);

Ação: digite ( n) <Ctrl>+R para refazer a(s) ( n) última(s) ação(ões) desfeita(s);

Ação: digite U para desfazer todas as ações feitas na linha corrente.





Substituir ocorrências

Lembrem agora de tudo o que aprendemos sobre buscar ocorrências com ou sem expressões regulares. Tudo aquilo é aplicável na tarefa de substituir ocorrências, justamente porque aquilo que podemos substituir são ocorrências que encontrarmos com o comando de busca que executarmos. O comando de substituição é somente um complemento possível dos comandos de busca.


Como foi dito brevemente, os comandos de busca com substituição requerem que seja informada a região do texto cujas ocorrências encontradas deverão ser substituídas, além do caractere ' s ', de substitute. Essa informação deve vir antes do comando de busca, conferindo o formato ' : região s/busca '. Temos que informar a string que queremos inserir no lugar das que encontramos, e isso é feito após o padrão procurado, separando-os por uma barra. Os comandos completos de substituição têm a forma: ' : região s/busca/substituto '. Após o comando podemos ainda passar algumas opções, sendo as mais populares delas a opção ' g ', de global, que manda o comando substituir todas as ocorrências dentro da região dada e ' c ', de confirmation, que pede que o Vim pergunte pelas confirmações das substituições a serem realizadas. Podemos querer usar tambem o parâmetro ' i ', que faz o vim ignorar a diferença entre maiúsculas e minúsculas, enquanto ' I ' o impede disto.


Um comando que substitui todas as palavras ' vi ' por ' Vim ' em todo o texto, por exemplo, poderia ser: ' :1,\$s/vi/Vim/g ' . Como podem reparar, a região foi delimitada apontando para duas posições de linhas separadas por uma vírgula, a primeira com 1 e a última com o símbolo ' \$ ', que significa normalmente final de linha. Também podemos passar um símbolo único para designar o texto todo, que seria ' \% '. Lembrem que ' . ' indica a linha atual, e é um símbolo que também podemos incluir na designação de uma região. Para constar, podemos também simplesmente não designar uma região, como com comandos de busca, no entanto o comando só funcionará se for aplicável sobre a linha corrente, que é a região de texto padrão considerada se faltar sua indicação.

Ação: digite : \#,\# s /expr1/expr2/ [opções] , sendo \# um número de linha e
\#,\# uma região do texto, para realizar substituições sobre as ocorrências encontradas.

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Tutorial Vim, Confirgurando

Mensagem por hugo em 25/4/2010, 22:48

Configurando o Vim

Como foi explicado quando falamos sobre os modos de operação, as ferramentas de configuração são todas responsabilidade do modo linha de comando. Este modo foi desenhado para cuidar especialmente da personalização da sessão e de comandos relativos ao arquivo e à execução do programa.

Como já devem ter reparado, os comandos de linha são sujeitos ao mesmo controle que temos na linha de comando do shell, pois temos acesso a um histórico de comandos, a ações como <Ctrl>+u, <Ctrl>+a, <Ctrl>+e e <Ctrl>+c para cancelá-la. Caso digitemos <Ctrl>+z de fato suspendemos a execução do Vim, mas para tanto não precisamos estar em linha de comando, diferentemente do <Ctrl>+c. Podemos da mesma forma, para suspender o Vim, digitar ' :sus ', de suspend. O modo linha de comando no Vim também possui os recursos de listagem com <Ctrl>+d, como em FreeBSD e com <Tab> e de busca de comandos do histórico indicando o início da linha, como se fosse um comando de shell grep.

BA maioria das configurações de uma sessão do Vim são realizadas por variáveis de ambiente do Vim. Seus valores são acessíveis e ajustáveis pelo comando de linha set. Basta digitarmos ' :set ' seguido da variável e seu valor, ou seus valores que já mostram a variável. Veremos nas ferramentas especiais de edição alguns valores ajustáveis de configuração com o comando ' set ', mas existem inúmeras variáveis no Vim, e seria impossível aprensentá-las todas aqui.

Naturalmente, os comandos de configuração executados em modo linha de comando, ou seja, de dentro de uma seção, só serão válidos para a seção atual. Da mesma forma temporárias são as configurações realizadas na chamada do programa, que também são possíveis. Para configurar o Vim de forma que possamos posteriormente chamá-lo com a manutenção das características configuradas da seção temos de preparar um arquivo externo de configuração para ser lido na entrada do Vim, chamado ' .vimrc '.

Podem existir dois arquivos de configuração, um global e um pessoal. O global existe para que sejam desenhados padrões para serem aplicados sobre todas as sessões Vim que existirem em uma determinada máquina. Ele fica localizado na pasta do Vim no diretório etc: " /etc/vim/vimrc ". O arquivo de configuração local do Vim também é chamado ' .vimrc ' e deve ser criado na pasta pessoal de cada usuário que deseja utilizar seções personalizadas do Vim.

Quando o Vim é chamado, ele primeiramente aplica as configurações globais e depois personaliza a sessão lendo o .vimrc da pasta pessoal do usuário que o chamou. Logo, caso haja configurações conflitantes, serão as configurações pessoais que permanecerão.

Experimente criar o arquivo .vimrc e editá-lo com uma linha de configuração. Digite na linha de comando ' vim .vimrc ', e insira na primeira linha ' set number '. Observe que no arquivo de configuração não é necessário que digitemos o indicador de comando de linha ' : ', ainda que não seja proibido digitá-lo. Agora salvem e saiam e chamem o Vim para ler qualquer arquivo e verão a sessão já ajustada com a opção de numeração de linhas!

Uma dica para aqueles que irão se aventurar na edição do .vimrc e começar a brincar é o uso de comentários. Para comentar linhas no .vimrc as iniciamos com aspas duplas ( " ), utilizem-as! Aproveitem também os exemplos de arquivos de configuração de sessões do Vim que estará disponível para download.

Por fim na chamada do Vim podemos passar diversas opções. O modelo de chamada é ' vim opções arquivos ', fora as chamadas alternativas como ' view ', ' gvim ', ' ex ', ' gview '... Vale a pena conhecer o que as opções podem fazer por nós, mas como este conteúdo ultrapassaria um pouco os objetivos deste curso, recomendo que consultem o manual do Vim, que apresenta o editor como um programa e seus argumentos de linha de comando shell.


Pedindo ajuda

Como já devem ter notado, podemos consultar o manual de ajuda do Vim simplesmente digitando ' :help ' ou ' :h '. Caso seja necessário consultá-lo sobre um item específico basta informá-lo do assunto com ' :h assunto '.

Ação: digite :h assunto para consultar o Vim sobre o assunto dado.
Conferindo a versão do Vim

Para ver a versão do Vim basta digitar ' :version '.

Ação: digite :version para ver a versão corrente do editor Vim.

Informando-se sobre os caracteres

Especialmente aqueles que programam podem se interessar pelo comando ' ga '. Ele apresenta no canto inferior informações sobre o caractere sob o cursor como seu código hexa e octadecimal e seu valor ASCII.

Ação: digite ga sobre um caractere para saber seus códigos hexa e octadecimal e seu valor ASCII.

Marcando posições no texto

Talvez a mais importante ferramenta especial do tipo consulta é a marcação de texto. Com ela podemos nomear quaisquer partes do texto tanto para acesso fácil mais tarde quanto para construirmos (ou referenciarmos) novos objetos. Como podemos ver, o comando de marcação não é um comando de movimento, mas sim de mera nomeação. O cursor não sai do lugar marcado e aparentemente nada acontece. Para marcar um local do arquivo, digitamos ' m ' seguido de um caractere nomeador que pode variar de a até z e de A até Z. Para acessarmos a posição anteriormente marcada basta digitarmos aspas simples seguida do caractere nome ( ' c ). Para utilizar a marca como designador de objeto de texto realizamos um comando pendente cujo objeto é diferença, ou seja, o espaço entre posição corrente do cursor e a posição da marca. Por fim, para conferirmos as marcas do texto atual digitamos ' :marks '.

Ação: digite m c para nomear a posição sob o cursor de c e ' c para acessá-la.

Ação: digite ' c e realize um comando para executá-lo sobre todo texto que estiver entre a posição atual do cursor e a posição marcada c;

Ação: digite : marks para ver a lista de marcas do texto atual.


Numerando as linhas

Se não for a ferramenta de marcação, certamente o comando de numeração de linhas é o maior facilitador de leituras de arquivos de texto em geral. Com esse recurso podemos visualizar o número das linhas de todo o texto e assim comparar, armazenar e apontar com maior facilidade. O comando é de linha, ' :set number ', ou ' :set nu '. Esse é um dos mais importantes e merece ser lembrado.

Ação: digite :set number para numerar todas as linhas do texto e : set nonumber para desfazê-lo;

Mapeando a posição do cursor

Podemos também utilizar o comando ' :set ruler ' ou ' :set ru ' para que o Vim nos indique a posição do cursor medida em coluna e linha do texto. Para desativar o mapeamento do cursor digitamos ' :set noruler '.

Ação: digite :set ruler para que o Vim nos indique a posição do cursor no texto.


Monitoramento do modo

Como já dito, para facilitar o trânsito que temos de fazer entre os modos podemos solicitar que o Vim sempre apresente no canto inferior esquerdo da tela o modo de operação em que estamos atualmente com o comando ' :set smd '. Para desabilitá-lo digitamos ' :set nosmd '. Esta configuração é padrão no Vim e no vi.

Ação: digite :set smd para fazer o Vim sempre nos apresentar o atual modo de operação.
Buscando imediatamente

OO Vim nos permite realizar buscas em tempo real, no sentido de que a string de busca vai sendo procurada na medida em que é digitada. Esta opção trás grandes mudanças e implicações para os comandos de busca, mas certamente pode valer a pena. O comando é ' :set is ', e para desabilitá-lo digitamos ' :set nois '.

Ação: digite :set is para habilitar a busca imediata da string de busca na medida em que vai sendo digitada.

Hachurando ocorrências
Caso haja muitas aparições da expressão procurada pode ser útil colorí-las para uma melhor visualização. Quando realizarmos uma nova busca serão as novas ocorrências a ficarem hachuradas. O comando é de linha - ' :set hls '. Para desfazê-lo, ' :set nohls '.

Ação: digite :set hls para hachurar as ocorrências encontradas de cada busca.

Consultando textos silmultâneos

Não poderíamos esquecer do recurso de divisão do espaço de tela ' : split arquivo '. Com este comando dividimos a tela em duas ou em mais partes para visualizar textos diferentes ou até partes diferentes de um mesmo texto ao mesmo tempo! Caso seja preferido, podemos fazer também uma divisão vertical da tela com ' : vsplit arquivo '. Para transitar entre as janelas digitamos '<Ctrl>+w\_w ', mas existem diversas maneiras práticas de transitar entre inúmeras janelas, como '<Ctrl>+w\_b ' ou ' <Ctrl>+w\_t ' para alcançar a janela de baixo e a de cima, respectivamente. Existem comandos para mudar a posição das janelas e comandos para alterar seus tamanhos. Estes são ' <Ctrl>+w\_+ ' para aumentar a atual, ' <Ctrl>+w\_- ' para diminuí-la e '<Ctrl>+w\_= ' para igualá-las. Vale a pena conferir a entrada de ' :h split ' para compreender todas as possibilidades e seus comandos.Os comandos de edição são aplicados sobre a janela em atuação, e a linha de comando, apesar de ser uma só, se aplica também sobre a janela atual. Porém a seção é a mesma, então os buffers, entre outras coisas, são os mesmos, o que nos dá a possibilidade de copiar e colar de e para textos diferentes.Caso ' :split ' seja chamado desta forma, ou seja, sem argumentos, será aberto uma janela aprensentando o mesmo texto em edição atualmente.

Ação: digite :split (arquivo) para abrir dividir a tela em janelas contendo diferentes textos visualizáveis simultaneamente.

Abrindo mais de um texto
Para abrir dois textos em uma mesma seção do Vim sem visualizá-los simultaneamente, basta na chamada do programa invocar mais de um arquivo: ' vim arquivo1 arquivo2 '. Para acessá-los, digitamos os comandos ' :next ' e ' :prev '. Estes comandos podem receber valores numéricos no caso de haver muitos arquivos abertos.

Ação: digite vim arquivo1 arquivo2 no shell para abrir mais de um arquivo no Vim e :next e :prev para transitar entre os arquivos.

Consultando manuais

Digitando ' K ' sobre uma palavra no texto em seção que corresponda a qualquer comando existente no sistema fará o Vim procurar e tentar abrir seu manual de dentro da seção do Vim. Quando a consulta ao manual terminar e digitarmos ' q ', voltamos para dentro do Vim. Essa ferramenta é muito útil para a leitura de scripts cujos comandos desconhecemos, por exemplo.

Ação: digite K sobre uma palavra que corresponda a um comando para consultar o manual do comando de dentro da sessão do Vim.



Substituindo um caractere sem mudar de modo

Um comando que pode ser eventualmente útil é o ' r ', que apesar de não aceitar os parâmetros padrões é pendente por esperar que seja informado um caractere para que ele se execute. O ' r ' tem a função do ' R ', a de substituição, mas ao contrário deste o ele não entra em modo de operação algum. O ' r ' é um comando de substituição do caractere sob o cursor, e sua forma é ' r c '.

Ação: digite r sobre o caractere a ser substituído seguido do novo caractere com o qual queremos substituí-lo.

Trocando maiúsculas por minúsculas e vice e versa
Um recurso um tanto quanto original, mas também útil, é o de trocar o valor de caixa de um caractere. Digitando ' ~ ' podemos mudar uma letra de minúscula para maiúscula e vice-e-versa. Podemos transformar este comando em um comando personalizado digitando ' g ~ ' e completando-o com um comando de cursor.

Ação: digite ' g ~ ' seguido de um comando de movimentação de cursor para trocar as letras minúsculas por maiúsculas e vice-e-versa.
Unindo linhas
Apesar de ser uma ferramenta raramente útil senão na edição de scripts e códigos fonte, quando dela precisamos não hesitar em reconhecer seu valor. Se digitamos ' J ', de join, trazemos a linha imediatamente abaixo da linha corrente para cima, ou seja, para junto da linha corrente, unindo-as.

Ação: digite J para juntar as linhas corrente e seguinte.
Avançando e recuando espaços
Uma alternativa a entrar em modo de inserção e pressionar <Tab> é em modo Normal utilizar as teclas < e > para tabular as linhas. O alcance da tabulação será aquele definido pela variável shiftwidth.

Ação: digite << e >> para tabular o texto em modo Normal.

Atualizando a tela
Para limpar as mensagens que apareceram recentemente na tela do Vim podemos digitar ' <Ctrl>+l '. Nada acontecerá com o arquivo, somente o Vim descarregará as mensagens da interface para acalmar os usuários sobrecarregados.

Ação: digite <Ctrl>+l para redesenhar a tela atual limpando as mensagens obsoletas.


Repetindo comandos
O comando ' . ' (ponto) é um comando genérico de repetição de comandos de modo Normal. Ele repete o último comando realizado, logo se ele foi a colagem de um texto, ' . ' irá colá-lo novamente. Curiosamente, se a última ação que fizemos foi entrar em modo de inserção e digitar uma frase qualquer, ao voltarmos ao modo Normal ' . ' irá repetir a inserção da frase que digitamos.

Ação: digite ' . ' para repetir o último comando ou ação realizados.
Carregando um arquivo para dentro do texto atual
Podemos, de dentro de uma seção em que editamos um texto qualquer, inserir o conteúdo de texto de um arquivo diferente com o comando ' : r arquivo ', de read. O conteúdo do arquivo lido será inserido a partir da posição em que o cursor estava quando chamado o comando.

Ação: digite :r arquivo para inserir o conteúdo de um arquivo dentro do texto em sessão atualmente.


Salvando parte do texto
Se quisermos podemos no lugar de gravar todo texto salvar apenas o conteúdo que estiver dentro de uma região delimitada. Para tanto designar uma região como fazemos quando construímos um comando de substituição. O comando de gravação do arquivo tem o formato ' região w arquivo '.

Ação: digite \#,\# w arquivo para salvar o conteúdo entre as linhas \# e \# no arquivo dado.

Desabilitando escrita
Para garantir que a sessão do Vim não poderá sobrescrever os arquivos abertos podemos defini-la como somente leitura, o que é o mesmo que ter aberto o Vim com o comando ' view '. Para tanto digitamos o comando de configuração ' :set ro '. Para voltar podemos digitar ' :set noro '.

Ação: digite :set ro para tornar a sessão do Vim somente leitura e proibir a escrita do arquivo.
Insensibilizando o Vim a maiúsculas e minúsculas

Para facilitar certas funções como busca e substituição podemos desabilitar a sensibilidade que o Vim tem para diferenciar letras minúsculas de letras maiúsculas. O comando para tal é ' :set ic ', para voltar digitamos ' :set noic '.

Ação: digite :set ic para tornar o Vim insensível à diferença entre letras maiúsculas e letras minúsculas.
Executando comandos de shell
Uma das características que tornam o Vim poderoso é a sua capacidade de interação com o shell. O Vim é capaz tanto de inciar um shell a partir de dentro de sua seção quanto de simplesmente executar comandos sem iniciar uma seção shell nova. A saída do comando pode, inclusive, ser inserida dentro do arquivo texto em edição. O comando para iniciar uma nova shell é ' :shell '. Quando digitarmos ' exit ' voltamos enfim para a sessão do Vim de onde paramos. O comando para executar comandos de shell é ' : ! comandodeshell '; neste caso uma tela com a saída do comando será aprensentada, e qualquer tecla fará o Vim retornar de onde parou. Caso interesse, o comando ' : ! ! comandodeshell ' pode inserir a saída do comando no arquivo corrente a partir da posição atual do cursor.

Ação: digite :! comando para executar um comando de shell de dentro do Vim;

Ação: digite :shell para iniciar uma nova sessão shell a partir do Vim;

Ação: digite :!! comando para inserir a saída do comando de shell dentro do arquivo texto atual.

Criptografando o texto
O Vim oferece um recurso extremamente valioso, o da criptografia. O comando é bem simples, ' :X ', e o Vim pedirá por uma chave criptográfica. Pois bem, depois de informá-la basta salvar o arquivo e quando sairmos o arquivo já estará criptografado, e sua leitura exigirá a chave, ainda que não sua escrita. Não se iludam com o poder deste recurso no Vim, ele visa somente impedir que se veja o conteúdo dos arquivos indiscriminadamente, mas ele jamais impedirá que pessoas determinadas o leiam. Mas, de qualquer forma, notem que quanto maior for a chave utilizada maior será a segurança do seu texto. Para desabilitar o pedido da chave para a próxima vez que forem acessar o texto, digitem ' :set key= ' quando o texto estiver descriptografado.

Ação: digite :X e informe uma chave para criptografar o texto corrente.



Completando palavras

Para facilitar a digitação de textos, o Vim oferece o recurso de completar o início de palavras com suas terminações prováveis, que são todas aquelas já digitadas no texto anteriormente. Ou seja, se já havia sido escrita a palavra ' Vim ' no texto anteriormente, ao digitarmos ' V ' em modo de inserção podemos apertar ' <Ctrl>+n ' e o Vim apresentará todas as opções de completamento disponíveis até chegar à ' Vim '.

Ação: digite <Ctrl>+n para completar a palavra a ser digitada com alguma terminação antes digitada no texto.
Formatando o texto

Entre os comandos de configuração ' :set ' existem alguns que visam formatar e organizar o texto. Essas funções são para definir margem, quebra de linha, parágrafo, indentação etc. Eis algumas possibilidades:

:set textwidth=80 | ajusta a quebra de linha para 80 colunas, ou caracteres;
:set nowrap | ajusta o Vim para não separar linhas que não sejam quebradas de verdade;
:set wrapmargin=10 | ajusta a margem do texto em 10;
:set tabstop=4 | ajusta a tabulação para 4 espaços;
:set shiftwidth=2 |ajusta o alcance dos comandos <Ctrl>+d e <Ctrl>+t (<, >) para 2 espaços;
:set expandtab | <Tab> avança na verdade espaços;
:set autoindent | indenta automaticamente as linhas que quebrarem.

Um comando útil nessa hora é ' gq ', que ordena linhas e parágrafos. Depois de setar as medidas de quebra de linha em um texto já em execução, experimente digitar n gq, sendo n o número de linhas a serem ajustadas.

Ação: digite n gq para quebrar ordenadamente as n linhas seguintes.

Gravando seqüências de ações
Para evitar que tenhamos que repetir grandes conjuntos de comandos, que muitas vezes são trabalhosos e até difíceis de se reproduzir, existe a ferramenta de gravação. Ao executá-la o Vim imprime na tela recording, que significa gravando, e ela é iniciada digitando ' q c ', sendo c um caractere qualquer que nomeará a seção de gravação, ao final digite q novamente. Para executar os comandos gravados posteriormente basta digitarmos ' @ c ', sendo c o caractere escolhido.

Ação: digite qc para inicar e q para finalizar a gravação de uma determinada seqüência de comandos, depois digite @c para executá-la nova e automaticamente.
Utilizando abreviações

Para evitar digitar palavras frequentemente utilizadas e compridas, podemos criar abreviações com o comando ' :abbr abreviação abreviado '. Podemos, e até devemos, criá-las no nosso arquivo de configuração e ao digitar a abreviação em modo de inclusão a palavra abreviada será transformada automagicamente no que determinamos como sendo seu correspondente.

Ação: digite :abbr abreviação abreviado para poder escrever palavras abreviadas que são convertidas automaticamente.

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Tutorial Re: Debian, Vim (Editor de Texto)

Mensagem por hugo em 25/4/2010, 22:50

A principio material concluido, duvidas, criticas, elogios e sugestoes fiquem a vontade.

Creditos
cdtc

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